Benefícios dos professores não será pago na marra, revela prefeito de Areado

Publicado em 13/01/2019 - politica - Da Redação

Benefícios dos professores não será pago na marra, revela prefeito de Areado

O prefeito de Areado, Pedro Francisco da Silva (PR), confirma que os municípios iniciam 2019 com as mesmas dificuldades financeiras do ano que terminou. Ele observa que no passado era mais fácil porque os governos tinham responsabilidade em repasse aquilo de direito dos municípios. “Mas pegamos um governador que não tinha um pingo de respeito com os municípios e não repassou o que era devido”, falou. Com isso, os municípios foram obrigados a usar determinados recursos para sanar a conta com os professores. Esta situação foi colocando os municípios numa verdadeira “camisa de força”. A expectativa é de que, daqui pra frente, será preciso apertar ainda mais o cinto.

Grande parte dos prefeitos vem retirando recursos do caixa dos municípios para pagar professores. Isto porque devido à retenção de recursos do FUNDEB (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica). Pedrinho confirmou esta situação, como alternativa para pagar os professores. Em Areado, a administração municipal pagou o 13º salário dos servidores, com exceção dos professores. Informações dão conta que a classe ingressou com ação na Justiça requerendo os direitos. Segundo o prefeito, o benefício não será pago “na marra”, pois o município não conta com os recursos necessários.

REGIÃO PERDEU MUITO

No pleito eleito de 2018, a região perdeu grandes lideranças e deputados importantes. No caso de Areado, Pedrinho tem forte ligação com o deputado estadual Arnaldo Silva e deputado federal Aelton Freitas, que não conseguiram a reeleição. Indagado a respeito, o prefeito entende que o eleito federal Emidinho Madeira não conseguirá atender as demandas de todos os municípios. Neste contexto, acredita que os deputados Carlos Melles, Aelton Freitas e outros farão grande falta para a região. Até porque cada deputado tinha sua área de atuação. Os quatro grandes centros regionais (Poços de Caldas, Passos, Alfenas e São Sebastião do Paraíso) não elegeram deputados federais. 

AMOG MORREU

Sobre o futuro da AMOG (Associação dos Municípios da Microrregião da Baixa Mogiana), Pedrinho analisou que o novo presidente Paulo Gornati (prefeito de Monte Santo de Minas) é um iniciante na política, sendo uma pessoa capacitada e honesta. “Mas acho que a AMOG morreu e acabou. Não existe AMOG, não vai existir o CIMOG e nada. Aquilo lá está fadado a acabar, morrer e fechar”, criticou. Acrescentou que está na AMOG há praticamente dezesseis anos e não observou nenhuma mudança neste período. Atribui o fim da associação aos governos anteriores, que não tiveram a responsabilidade de administrar da forma necessária.