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Diretor e assistente social do presídio entre Guaxupé e Guaranésia palestram no Unifeg

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833_05O diretor do presídio de Guaxupé e Guaranésia, Joel Cardoso de Souza, ministrou palestra no Centro Universitário da Fundação Educacional Guaxupé na noite de quarta-feira última, 15 de abril. Joel esteve acompanhado pelas assistentes sociais Aparecida Donizete Ferreira de Oliveira e Elza de Almeida Pereira, além do também diretor prisional Douglas Telagaldi, de Andradas. Em suas palavras, o responsável pela instituição que abriga detentos nesta e na cidade vizinha transmitiu aos estudantes sua experiência na carreira profissional a qual se dedica.
Aparecida e Joel falaram sobre seus respectivos cotidianos dentro daquela casa de detenção. Ela, como assistente social, detalhou o trabalho de ressocialização desenvolvido com os presos, os quais são chamados, na verdade, de recuperandos. “Em primeiro lugar, nosso objetivo é promover a melhora integral, além da custódia deles. Então, temos como princípio tratá-los com dignidade, pois de outra forma não seria possível conquistar qualquer melhoria almejada”, ressaltou Aparecida.
Joel fez revelações sobre o sistema carcerário que administra há anos: “os presos não ficam mais ociosos como ocorria no passado e têm opções de trabalho, estudo, evangelização e outros meios para resgatar a vida correta e retornar à sociedade”, explicou o diretor, que apresentou várias imagens de presídios em outros municípios, que funcionam nos mesmos moldes que o de Guaxupé e Guaranésia. Em Minas Gerais, atualmente, há cerca de oitenta estabelecimentos de reclusão comandados pelo governo estadual, por meio da Secretaria de Segurança Pública.
As participações do diretor Douglas e a assistente social Elza tiveram caráter de apoio à dupla Joel e Aparecida. Quanto às palestras, ocorreram por meio de iniciativa da coordenadora do curso de Serviço Social, Ana Maria Ramos Estevão. O objetivo, segundo ela, é proporcionar aos acadêmicos um pouco da experiência de quem já atua na área profissional. Ana Maria ressaltou que há muitas opções no curso de Serviço Social no tocante à profissionalização. Então, como educadores, é dever dos docentes oferecer subsídios para os alunos irem se orientando sobre o que desejam fazer quando concluírem seus cursos de graduação.
As alunas Tatiane Santos Caxias e Daniela Cristina da Silva, do curso de Serviço Social, consideraram muito importante as presenças dos membros do presídio no Unifeg: “é muito bom para o estudante, pois não só academicamente poderemos estar estudando, mas também para a vida prática. Para mim, não haveria nenhum preconceito em trabalhar com um detento. Isto, na verdade, me enriqueceria profissionalmente, pessoalmente e como cidadã, pois estaria explorando a questão do preconceito dentro da sociedade. Eu, particularmente, buscaria retirar este estigma, mostrando à sociedade como é o cotidiano e a rotina destas pessoas e quais são as suas expectativas ao regresso à sociedade”, disse Tatiane.
“Eu acho muito importante esta palestra, pois agrega muito ao nosso objetivo aqui, em Serviço Social. Eu, como aluna, estou me preparando bem para o futuro. Com certeza, o que estão falando hoje me orientará no trabalho, num futuro próximo. As atividades do diretor do presídio e a assistente social envolvem uma área que a sociedade tem muito preconceito. E, no meu caso, eu tenho que vencer ainda várias barreiras neste aspecto, sabe... eu pretendo ter conhecimentos e vencer estes preconceitos que a sociedade já impõe culturalmente. Então, esta palestra é, sem dúvida, uma oportunidade imensa e eu terei o prazer de atuar nesta área, se for para acontecer”, completou Daniela.
 

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