O futebol-arte viria a sofrer novos e dolorosos reveses para o futebol-força. Em 1974, a deslumbrante laranja-mecânica, a Holanda, capitulou na final frente à mesma Alemanha. Em 1982, o futebol-magia do Brasil, praticado por Zico, Sócrates, Cerezo, Oscar, Falcão e outros, fracassou diante da Itália, de Paolo Rossi.
Parafraseando o filme dos anos rebeldes, estrelado por James Dean, “assim caminha o futebol da humanidade”, chegando à 19a.disputa, a cada quatro anos, desde 1930, com exceção dos anos de 1942 e 46, em decorrência da II Grande Guerra Mundial.
Para a minha tranqüilidade, na madrugada aqui no Brasil, já manhã na terra do tenaz Nelson Mandela, aterrissa o avião da TAM com a delegação de futebol do Brasil, sendo Daniel Alves o primeiro a dar a cara. Dissipam-se os meus maus pensamentos e temores de um fatídico vôo aéreo. Olha que eu tenho razão em cultivar essa paranóia, pois na década de 1940 um acidente desta natureza matou todo o célebre time italiano do Torino, enquanto o mesmo veio a acontecer na década de 1960 com o ainda famoso clube inglês, Manchester United. Pior do que isso, temos sido atacados de medo por tantos desastres com aviões, ultimamente. Principalmente pelos contínuos comentários de um ou outro sobrevivente dentre mais de uma centena de mortos, na queda desses trombolhos que cortam os céus em velocidade superior a 500 Km / h. Lembram-se do vôo da Yemenia Air, que ia para as Ilhas Comores, morrendo l53 passageiros e salvando-se a jovem Bahia, em 30 de junho do ano passado ? E os mais recentes: da Air Índia, em Mangalore, com 160 mortos e 8 sobreviventes ? E o da Líbia, da Al Afriqiya, onde morreram 104 pessoas, salvando-se um holandesinho de 9 anos, Ruben van Assouw?
Na verdade, eu queria amanhecer nesta quinta feira com a certeza de que os nossos futebolistas “globe-trotters” estariam sãos e salvos em terras africanas, pois, com eles na arena o espetáculo está garantido. Pra frente Dunga ! Avante Brasil !
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