A Folha Regional

  • Increase font size
  • Default font size
  • Decrease font size
Início Marco Régis Muzambinho se inclui e se fortalece dentro dos 200 anos de história da educação profissional no Brasil (VIII Parte – final)

Muzambinho se inclui e se fortalece dentro dos 200 anos de história da educação profissional no Brasil (VIII Parte – final)

E-mail Imprimir PDF
952-30Estamos concluindo uma série de artigos que demonstraram a relevância passada e presente de Muzambinho na formação profissional de cidadãos. O ano de 2009 marca 200 anos desta modalidade educacional, lembrando a chegada ao Brasil da Família Real portuguesa, em 1808, sendo no ano seguinte baixado decreto do Príncipe D. João, criando o Colégio das Fábricas. Ainda neste ano, em âmbito federal, comemora-se o centenário de implantação do embrião de uma rede federal de ensino técnico, rememorando que o Presidente Nilo Peçanha criara, em 1909, dezenove escolas técnicas em todo o território nacional.
Muzambinho está incluída nesta história, porque tem oferecido educação profissional há mais de 100 anos. Também, fortaleceu-se moral, social e economicamente ao longo desta história, pois a educação foi a raiz do nosso prestígio, não só regional, mas nacionalmente. Uma linhagem de educadores não somente forjou profissionais nas mais diversas áreas das atividades humanas, mas incutiu-lhes valores através de disciplinas e estudos de humanidades, abrangendo desde a Gramática até a Filosofia. Gente de todo o Brasil veio para cá atraída pela excelência das nossas instituições de ensino. Muitos viriam a se transformar em expressões nacionais ao longo de suas vidas. Ouvi da boca do Ministro Walfrido Mares Guia que seu pai, José Mares Guia, veio estudar em Muzambinho, porque o pai deste, então Juiz de Direito em Varginha, enviou-o para cá considerando a qualidade do nosso ensino, no antigo Lyceu. Mas, também soube, através de uma normalista da turma de 1935, que aqui estudava, naquela época, uma aluna do Rio Grande do Sul. Também constatamos a variada origem de alunos, que sempre povoou o internato da antiga Escola Agrotécnica Federal – hoje IFET Sul de Minas Gerais. Foram muitos os provenientes do Acre, Rondônia e do Nordeste brasileiro. Sem falar na Escola Superior de Educação Física que atraiu alunos dos mais diversos rincões e tem, hoje, sua bandeira cravada em inumeráveis academias de ginástica Brasil afora, segundo revelação da Editora Abril ao Prof. Willian Peres Lemos, além, é claro, de centenas de professores que ministram educação física em colégios por todos os cantos brasileiros.
Ao finalizarmos esta série, faremos, por justiça, novas referências sobre a Escola Agrotécnica. Gostaríamos de citar o nome de um de seus ex-alunos e que, depois, ocuparia por decisões governamentais, durante duas décadas, a diretoria da mesma, o Prof. José Rossi, uma notável figura humana que vive em Muzambinho, onde nasceu. Ao lado dele, citaremos outro diretor, Luiz Ribeiro Dias Filho, que desenvolveu diversas melhorias nessa escola, dentre elas uma moderna biblioteca. Mas foi na sua gestão, em abril de 2002, que Muzambinho sediou o Encontro das Escolas Agrotécnicas Federais da Região Sudeste do Brasil. Em relatório final desse evento, enviado à Coordenadoria Geral de Educação Profissional do Ministério da Educação, o item 5 tratou da certificação de conhecimentos e experiências anteriores, assunto que tratamos anteriormente, contido em Parecer do Conselho Nacional de Educação, de dezembro de 1997.
Esta série termina fazendo a exaltação à primeira escola de educação profissional da nossa cidade, a Escola Normal, anexa ao Lyceu de Muzambinho, criada em 1906 e formadora de professores, ininterruptamente, até 1998, quando foi extinta por força da nova LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996.
Queremos agradecer as informações que obtivemos sobre a mesma junto ao Museu Municipal, através das servidoras Maria Antonieta Coimbra Campedelli (ex-diretora da Escola Salatiel de Almeida e Presidente da Câmara Municipal de Muzambinho de 1991/92) e Nara Cardillo. Mas, agradecimento especial desejamos externar à Profa. Emília Benetti Montanari, que se formou na Escola Normal em 1935, exercendo a profissão com dedicação e competência até a sua aposentadoria, em 1967. A educação foi para ela uma missão cumprida com muita dignidade. Sonhadora, foi uma dos 200 sócios-fundadores da Escola Superior de Educação Física, referida na Parte VII desta sequência. Deixou a filha Amélia Irene como continuadora de seu trabalho, a qual lecionou Geografia, História e OSPB nos colégios “Salatiel” e “Comercial”, onde chegou a ser diretora substituta.
Quem gostar de História Geral e de Muzambinho, contada num português irretocável, poderá desfrutar do privilégio que temos tido - o de conversar com uma pessoa de mais de 90 anos, lúcida e capaz, que caminha sozinha pelas ruas próximas da sua residência. Além do mais, mato as saudades de minha mãe, Hilda Boneli de Almeida Lima, que foi colega dela e já não está entre nós. Fantásticas são as lembranças da Profa. Emília Benetti, porém mais fantástico é vê-la manusear o álbum de formatura e dar notícias presentes de todas as colegas que estão vivas – e são muitas – como também das que se foram. Ela é o símbolo da classe das professoras de Muzambinho, como também o são as irmãs Alice Cerávolo Paoliello, minha exímia professora de Geografia e Mafalda Cerávolo Tardelli, minha professora no curso de admissão ginasial, em 1956. Alice Cerávolo pertenceu à Turma de 1935, de minha mãe e de Emília Benetti. Com algumas imagens de personalidades da Turma de 1935 (fotos acima), estampadas neste artigo, encerro esta série, que dissecou a educação profissional muzambinhense, mostrou-a em parte pelo Brasil, numa trajetória de 200 anos, mas, também falou de países destroçados pelas guerras como Japão, Coreia do Sul e Itália, alavancados que foram pela Educação, particularmente por cursos técnicos.

952-29

952-31

952-27

952-28

Comentários (0)
 

Pesquisa

Banner
Banner
Banner

Banner
Banner
Banner

Visitantes Online

Visitantes Online 18