A origem da vida sempre foi um problema de aprofundado interesse para a ciência, não obstante o progresso da biologia no sentido de fornecer explicações convincentes.
Luiz Hildebrando Pereira da Silva, Diretor do Instituto de Pesquisa em Patologias Tropicais de Rondônia, ensina: “Não há qualquer dúvida de que a origem de um ser humano se define a partir do momento em que o potencial genético do zigoto, derivado da fecundação, desenvolvendo-se no ambiente condicionador favorável do útero materno, se exprime e se concretiza”. – Segundo o Vaticano, a vida é objeto de criação pelo todo-poderoso: o embrião é um ser humano desde o momento da concepção. - Na verdade, o tema está em julgamento no STF – Supremo Tribunal Federal, nas mãos daqueles magistrados “detentores do saber”. Hildebrando, que trocou sua caminhada matinal no entorno do Quai de La Tournelle, rumo ao seu laboratório no Instituto Pasteur de Paris, pelo sufocante e úmido calor de Roraima, completa: “Os cientistas irão decifrar os segredos que elas (as células) encerram para permitir que as células bobas do embrião, que apenas se multiplicam, saibam na verdade evoluir para células musculosas ou inteligentes como as dos neurônios do cérebro. Isso permitirá, mais tarde, corrigir defeitos e mutações nos seres humanos vivos, compensar lesões traumáticas e melhorar a vida da humanidade doente e sofredora”. Outro cientista brasileiro, Alysson Muotri, do Instituto Salk – EUA – nas áreas de Neurobiologia e Células-Tronco constata e propõe: “Ao contrário de muitos países, o Brasil tem acesso relativamente fácil a material de pacientes (biópsias, casos familiares, diversos perfis genéticos, entre outros). Poderíamos gerar um valioso banco de células pluripotentes humanas derivadas de pacientes”.
Enquanto se espera o veredicto dos “sabichões” do STF, os embriões ficam no botijão. - Entretanto, se eles forem condenados, como jogá-los na lata de lixo sem contrariar a listagem dos novos pecados?
| < Anterior | Próximo > |
|---|








