A guaxupeana Gisele de Paula Batista foi assassinada no último sábado, 23 de maio, na casa onde morava, situada no Bairro Jardim Ipê, em Poços de Caldas, Sul de Minas Gerais. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil daquele município, que aponta como principal suspeito o marido da vítima, Valcinei Vítor, popularmente conhecido como Neno. O rapaz, no entanto, atendia naquela cidade pelo nome de Mateus Oliveira, mecânico de motocicletas. Mas, por trás da identidade falsa se escondia um acusado de tráfico de drogas, inclusive que está foragido da cadeia de Guaxupé.
Gisele teria sido morta às 4h50 daquele dia, conforme o delegado Carlos Camargo, titular da delegacia de crimes contra a vida em Poços. Neno teria chegado em casa e iniciado uma discussão com sua mulher, a qual culminou numa luta corporal, tendo ele desferido vários golpes contra ela. “O rosto de Gisele ficou bastante machucado em função dos socos e pontapés que ele aplicou contra o corpo e o rosto da esposa”, contou o delegado, em entrevista exclusiva, na última quinta-feira.
O barulho da confusão protagonizada pelo casal fez com que os vizinhos acionassem a Polícia Militar, que chegou ao endereço dos dois, tendo sido recebida pelo próprio marido Valcinei. O rapaz, porém, quando avistou os soldados, nada disse, tendo montado numa motocicleta, Twister 250’’, da cor preta, e fugido do local. De início, ele chegou a ser seguido pelos policiais, que não conseguiram alcançá-lo.
No interior da residência, as autoridades encontraram Gisele banhada em sangue, já sem vida. “Ela foi atingida por três facadas, sendo duas pelo corpo e uma que lhe acertou diretamente no coração, tendo resultado na morte instantânea”, afirmou o delegado. Com o casal, morava o filho deles, Breno (idade não revelada), que no momento da briga entre os pais estava na casa de um amigo, não tendo presenciado o fato.
Conforme o delegado Carlos Camargo, o suspeito Valcinei teria fugido rumo ao Estado de São Paulo. “Ele sabe que não poderia mais ir para Guaxupé, onde é bastante conhecido e nem ficar em Poços, pois nossa polícia investigativa é bem pesada e o encontraria com certeza. E, informações ainda extra-oficias deram conta de que ele realmente fugiu em transporte coletivo, da rodoviária”, informou Camargo, que disse, ainda, ter informações de que Neno mantinha o comércio ilegal de drogas naquela cidade.
Mateus Oliveira, Valcinei Vítor ou Neno teve sua prisão preventiva decretada no início desta semana, sendo que o delegado de Poços de Caldas acredita que ele será encontrado em função do trabalho conjunto que já está sendo realizado entre as polícias mineiras e paulistas. O enterro de Gisele aconteceu no Cemitério de Guaxupé, onde familiares e amigos estavam revoltados com o caso.








