O aposentado Jurandir Maurício da Cunha, de 53 anos, foi encontrado morto na última segunda-feira, 15 de junho, na residência onde morava, estabelecida na Rua Francisco Pedroso Xavier, no bairro Recreio dos Bandeirantes. O caso gerou grande mistério até que a equipe da Polícia Civil de Guaxupé o desvendou. Isto, porque a vítima teve o pênis arrancado, sendo que não havia evidências de luta corporal ou qualquer outro tipo de hematoma em seu corpo.
No entanto, as investigações levaram até Luana Cristina Saint Clair, 21 anos, supostamente garota de programa, que confessou a autoria do crime.
O corpo de Jurandir foi encontrado pela sobrinha dele, Claudete Cristina Camilo Magalhães, de 29 anos, que mora aos fundos da casa do tio. Segundo ela, o rapaz estava num sofá, já sem vida: “quando eu olhei, ele estava totalmente branco, pois devia ter perdido muito sangue, embora não havia nenhum sinal. Alguém deve ter limpado tudo lá, pois o chão e as cortinas estavam úmidos. Então, nós chamamos a polícia”, disse a dona de casa.
A suspeita sobre a participação de Luana aconteceu em função das frequentes visitas dela a Jura, como era conhecido o aposentado. Os dois, inclusive, mantinham um relacionamento afetivo há cerca de um ano, segundo testemunhas. Munidos de informações, os investigadores da Polícia Civil local iniciaram a procura à jovem, que foi encontrada num bairro próximo ao local do crime. Ela, inicialmente, negou ter praticado o crime, mas depois de ser interrogada acabou confessando a autoria.
Em seu depoimento, Luana relatou que fazia sexo com Jura, quando ele exigiu que ela praticasse orgias com ele, o que a garota teria negado. No entanto, ele insistiu, tendo ela mordido o pênis dele, que passou a agredi-la fisicamente, quando Luana se armou de um canivete, do próprio Jurandir, tendo cortado-lhe o órgão genital. A hemorragia, além do fato de o aposentado sofrer problemas cardíacos o que o levaram ao óbito.
A jovem, segundo consta, lavou todo o cômodo onde eles estavam para que os familiares de nada desconfiassem, invadiu a residência dos fundos, onde subtraiu objetos pessoais, como roupas e perfume, antes de deixar o local do crime. Aos policiais, Luana alegou que seu objetivo não era matar Jurandir, mas sim se livrar dele, que a ameaçava no momento da relação sexual. No entanto, ela foi recolhida ao presídio do município, onde deverá aguardar julgamento por homicídio.
Luana está grávida de três meses, aproximadamente, sendo que já é mãe de quatro outros filhos. Informações dão conta de que ela possui familiares em Guaxupé, mas não vive com eles, uma vez que pratica a prostituição e tem envolvimentos com drogas, mais precisamente o crack. O corpo de Jurandir foi liberado ainda naquela segunda-feira, tendo sido sepultado no Cemitério Municipal de Guaxupé.
Luaninha - Era assim que Luana era conhecida em Guaxupé. Muitos lembram dela ainda com quatro anos (ou menos), acompanhando sua avó, dona Balbina, idosa, negra, muito simpática, que esmolava pela cidade até altas horas. Balbina levava sacos nas costas e arrastava sua neta, então Luana, pelas mãos, por onde ia. Alguns recolhiam a menina, a alimentava e agasalhavam, mas era só o que se podia fazer naqueles dias, devido à precariedade da assistência à infância.








