Informação e prevenção são duas armas muito poderosas quando o assunto são doenças que trazem consigo muito preconceito. Assim acontece com a Hanseníase. Para esclarecer melhor o que é a doença e acabar com o preconceito, às vezes mais prejudicial do que os próprios sintomas, foi criado o Dia Mundial do Hanseniano, 24 de janeiro. Este dia teve origem através dos esforços do Jornalista francês Raoul Follerreau, que motivou a Organização das Nações Unidas (ONU) a criar um dia para lembrar esta doença e “para que um dia esse dia não fosse mais necessário”.
Na década de 50, Raoul Follerrau realizou um trabalho itinerante, visitando hospitais, asilos, locais onde eram isolados os chamados “leprosos”, que são as vítimas da Doença de Hansen.Antigamente conhecida como lepra, a Hanseníase é uma doença grave, mas que tem cura.
O Brasil é o segundo país com o maior número de pessoas atingidas pela Hanseníase no mundo, atrás apenas da Índia e o primeiro nas Américas em número de casos e incidência.
A doença, causada pelo bacilo de Hansen, atinge a pele e nervos do indivíduo e só pode ser confirmada com exame médico. A transmissão se dá por via respiratória quando se convive por muito tempo com o doente sem tratamento. Os sinais e sintomas são manchas esbranquiçadas e avermelhadas na pele que apresentam diminuição de sensibilidade ao calor, à dor e ao toque, ausência e/ou queda dos pelos, falta de umidade no local.Em Guaxupé, durante o mês de janeiro, todos os
esforços dos Agentes Comunitários de Saúde, do PACS e dos PSF, foram concentrados em ações de informação, prevenção e combate à Hanseníase.Estes profissionais de saúde passaram por um processo de educação permanente sobre o assunto e foram treinados com especial atenção para o diagnóstico da doença, sinais e sintomas, suspeitas de casos, treinamento e preconceito.
Segundo a Enfermeira Carolina Carlos Carneiro, responsável por esse treinamento, por ser uma
doença secular e dotada de muitos estigmas, o principal foco foi assegurar aos Agentes Comunitários de que hoje esta é uma doença tratável e curável e que todos os portadores são merecedores de respeito e assistência 100% gratuita. Atualmente m Guaxupé 10 cidadãos estão em tratamento.No encontro mensal de Educação Permanente dos agentes foi feito um balanço do trabalho realizado durante o mês e na avaliação geral o saldo é muito positivo. As ações
foram amplas e levaram informação a diversos grupos. O trabalho envolveu desde a confecção de cartazes e informativos, palestra nas salas de espera das unidades de PSF, discussão entre a equipe sobre o tema e a melhor abordagem junto à população, entrevista com cadastrado em tratamento, fixação de cartazes e distribuição de informativos e uma especial abordagem do tema nas visitas domiciliares,O trabalho de toda a equipe da Secretaria de Saúde agora é dedicado às doenças sexualmente transmissíveis, com especial atenção no período que antecede o carnaval e durante os dias de festa em que tradicionalmente acontece a conscientização e a distribuição de preservativos.


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